O dia que jamais esquecerei, por Marcos da S. Jacinto

Eu tinha mais ou menos oito anos, certo dia decidi brincar com meus amigos na rua, então pensando no que fazer até que meu amigo Jair falou: “vamos brincar de polícia e ladrão”, todos nós gostamos da ideia, fomos pegar nossas arminhas para brincar, todos tinham armas bonitas e eu com um pedacinho de cano, com um cabo muito feio com uma madeira muito velha.
Mesmo assim brinquei o dia todo e me diverti a tarde toda. No outro dia fiquei super focado em fazer uma arma, pois não queria ficar com essa coisa feia de sempre, peguei uns pedaços de madeira que tinham lá em casa que meu pai tinha usado, lá fui eu pegar um facão para fazer a tão esperada arma, que na minha cabeça sairia uma linda arma que ninguém nunca tinha visto, com laser e um cabo muito lindo.
Empunhei o facão com 30 centímetros de lamina, estava bem tranquilo cortando aquela madeira já usada, quando de repente o meu amigo me chama o Lucian: “Marcos, vamos brincar?”, quando eu olhei pro lado só senti aquela lamina gelada entrando na minha mão, na hora meu coração parou na boca, quando olhei pra ela minha mão estava com um grande corte e um pedaço estava pendurado, não sabia o que fazer sai correndo para ir com meu irmão para ele me ajudar só que no meio do caminho lembrei que ele não podia ver sangue pois passava mal.
Quando cheguei em cima chorando e chamando ele, quando ele apareceu comecei a falar: “sai daqui tu não pode ver isso que vais passar mal”, logo em seguida ele falou: deixa eu ver essa porra de machucado” e eu insisti: “não olha que vais passar mal”, e não mostrei, esperei meu outro irmão chegar, ele sim me ajudou pegou um pano e estancou o sangue, pois já tinha saído muito.

Depois de ter passado tudo, estava tudo tranquilo, só que minha mãe queria me levar para levar ponto como tenho pavor de agulha decidi não tomar a porcaria do ponto, demorou pra cicatrizar mas não tomei o ponto, e até hoje muitos amigos meus perguntam: “o que é isso na sua mão?” e la vou eu explicar, isso é algo que nunca vou esquecer.