Meu pulo de paraquedas, por Maria F. da S. Exposto
Já estava fazendo 70 anos, cansada de comemorar
sempre da mesma maneira. Pensei nas minhas ideias loucas em pular de
paraquedas, não sei.... Minha idade, minha criação e educação não permitiria
uma mulher fazer este tipo de coisa, no entanto minha saúde estava OK, tenho
disposição, sempre fui curiosa, atleta, por que não?
Fui contar e perguntar para minha filha mais nova o que ela achava, cheguei calmamente e perguntei:
- Filha, meu aniversário é daqui duas semanas e queria comemorar diferente, meio radical... Tipo pulando de paraquedas.
- O que? Mãe, sério? Você toda ajeitadinha, chique com suas roupas, acho legal mas vamos ver sua saúde, se tiver OK, não vejo problemas.
Fiquei feliz quando ela disse isso, pensei que ela ia desaprovar, eu estava desaprovando mais que os outros e não entendi o porquê, lembro-me de ter nove anos e meu pai não deixar eu ter uma bicicleta porque para ele era “muito radical para uma menina”. Depois dessa mini conversa falei que estava tudo certo com a minha saúde, pesquisamos o lugar, marcamos o dia, horário e avisamos meu filho mais velho, agora é só esperar.
No dia, minhas pernas tremiam. Eu no mato. Que loucura. Tenho 70 anos! Se fosse mais nova meus pais nunca iriam aprovar. Fizemos todos os registros, me levaram até o avião, colocaram os equipamentos. Quando fui perceber eu estava suando frio e lá cima vendo aquelas nuvens.
Um, dois, três.... Pulei com instrutor em cima de mim. A sensação é de muito agonia no começo, mas quando ele abriu o paraquedas me senti tão livre. 70 anos e eu ali com o vento batendo em meu rosto. Cheguei no chão tive uma retrospectiva da minha vida, cheguei a me emocionar, e minhas pernas seguiam tremendo.
Me privei de fazer tanta coisa por apenas achar que minha idade e minha educação não permitiria. Mas aprendi que ser velho é questão de ponto de vista e tomara que todas as meninas que estão vindo agora consigam ter desde das suas bicicletas até puladas de paraquedas.
Fui contar e perguntar para minha filha mais nova o que ela achava, cheguei calmamente e perguntei:
- Filha, meu aniversário é daqui duas semanas e queria comemorar diferente, meio radical... Tipo pulando de paraquedas.
- O que? Mãe, sério? Você toda ajeitadinha, chique com suas roupas, acho legal mas vamos ver sua saúde, se tiver OK, não vejo problemas.
Fiquei feliz quando ela disse isso, pensei que ela ia desaprovar, eu estava desaprovando mais que os outros e não entendi o porquê, lembro-me de ter nove anos e meu pai não deixar eu ter uma bicicleta porque para ele era “muito radical para uma menina”. Depois dessa mini conversa falei que estava tudo certo com a minha saúde, pesquisamos o lugar, marcamos o dia, horário e avisamos meu filho mais velho, agora é só esperar.
No dia, minhas pernas tremiam. Eu no mato. Que loucura. Tenho 70 anos! Se fosse mais nova meus pais nunca iriam aprovar. Fizemos todos os registros, me levaram até o avião, colocaram os equipamentos. Quando fui perceber eu estava suando frio e lá cima vendo aquelas nuvens.
Um, dois, três.... Pulei com instrutor em cima de mim. A sensação é de muito agonia no começo, mas quando ele abriu o paraquedas me senti tão livre. 70 anos e eu ali com o vento batendo em meu rosto. Cheguei no chão tive uma retrospectiva da minha vida, cheguei a me emocionar, e minhas pernas seguiam tremendo.
Me privei de fazer tanta coisa por apenas achar que minha idade e minha educação não permitiria. Mas aprendi que ser velho é questão de ponto de vista e tomara que todas as meninas que estão vindo agora consigam ter desde das suas bicicletas até puladas de paraquedas.