A Caverna do Desconhecido, por Luana de M. Romani

Em meio a uma expedição em busca do desconhecido adentrei em uma caverna, o vento frio uivava na entrada e morcegos voavam em minha direção.
De repente, tudo escureceu, não conseguia enxergar a própria mão que estava diante de mim, o silêncio chegava e se aconchegava junto com aquela sensação estranha, arrepios subiam dos pés a cabeça.
– O que aconteceu? Me perguntei.
Uma voz quebra o silêncio dizendo:
– Você não está segura, saia daí o quanto antes.
– Quem está aí?!
– Não tenho como te responder isso, apenas faça o que estou te mandando, corra pois aqui existe o seu maior medo.
Confusa, corro tentando achar a saída, seguida por sons de risadas e meus pés batendo na lama e a respiração ofegante. Mas não consigo.
Num instante de lucidez, outra voz ecoa em meio a escuridão do medo:
– Eu sou a luz, guie-se por mim.
E novamente o medo diz, duvidando dessa possibilidade:
– Quem é você e onde está?
– Não tema, disse a luz.
Sem mais esperanças vejo o início da caverna, aliviada mas ainda com as batidas do coração aceleradas.
– Respire fundo e caminhe com confiança, e você achará o caminho. Nesse instante ao dar o primeiro passo, sem saber em qual direção estava indo apenas confiando, pude avistar a luz do lado de fora da caverna.
Ao sair da caverna o lindo brilho do sol irradia refletindo em meu rosto, o brilho da consciência.
– Mas afinal quem era o medo?
A consciência me responde:

– Apenas uma ilusão.